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Eu fui à urna,
Votei errado;
Meu candidato
É um safado.
Picareta de terno,
É ladrão enfeitado.
Tem brilho no sapato,
E um bolso estufado.
Minha culpa,
Minha máxima culpa.
Votei em canalha,
Em filho da luta;
Luta pelo poder,
Poder de ter na mão,
A grana imunda
Da corrupção.
A democracia
Nos ensinou a falar;
Precisamos, agora,
APRENDER A VOTAR.
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