|
As pupilas roxas dos teus olhos
Como se fossem duas ametistas
Cor rara para a íris
Irradiam luzes hipnotizadoras
E guardam profundos mistérios
Que só o seu coração de rubi
Ousa saber e pulsar
Tuas vestes esgazeadas
Com tons do mais profundo verde das esmeraldas
Esvoaçam ao teu redor
Como se fostes uma fada
Ou um ser etéreo e espiritual
Da tua cabeça pendem pesados cachos
De cabelos dourados como fios de ouro
Tu és toda feita de jóias
Extremamente preciosas
Tão valiosa como um tesouro bem guardado
E por isto é perigoso chegar junto de ti
Pois ao teu redor armam-se camufladas armadilhas
Que só a proximidade de alguém podem ativar
Por isto vives só
E se choras a tua solidão
Com lágrimas de diamantes
A culpa é da natureza
Que a lapidou tão bela
E a lançou neste mundo de ambições
Tanto que o perigo te cerceia o tempo todo
Alcançando também aqueles que querem estar próximos de ti
É pena que tanta beleza da qual és feita
Tenha te condenado ao isolamento eterno
Aparecendo assim em nossos sonhos como uma musa inalcançável
|