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Tudo mudou depois dos seus verdes olhos,
coloridos demais,
pro meu mundo em preto e branco.
Ao invés de pensar quem eu sou,
tento ser quem não posso
se não sou quem eu posso
e não penso em quem sou,
acho a mim mesmo.
Tudo que referiu-se a mim,
esquecido ficou.
Não tenho mémoria dos meus futuros,
nem sonhos pro meu passado.
Ganho a realidade,
por mais que me tarde o presente.
Presa nos minutos do dia,
penso naquilo que poderia ter feito.
Engraçado como nessas horas
o cotidiano me é confortável.
Poupa-me o futuro
e deixa-me presa a amnésia do fracasso.
"Minha maior antítese é conviver com a calmaria do seu abraço e a turbulencia dos seus beijos."
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