Sal da Terra

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FELIZ ANO NOVO!

Enquanto o cheiro de comida vai enchendo a casa, e as garrafas de champagne estouram, eu quero desejar a todos um excelente fim para o ano de 2008. E claro, um fim ainda melhor para o ano de 2009.

Eu acho que já desejando que o final de 2009 seja melhor que o de 2008 é a melhor forma de desejar que 2009 seja um ano melhor.

Não vai ser cheio de felicidades, não vai ser um ano de paz no mundo e fim da fome. A maturidade dos 30 faz a gente mirar em alvos onde fazemos diferença, e não em alvos onde a inércia social do desejo e ações de milhões de pessoas sejam as únicas forças dignas de nota.

Não, eu quero que para todos os amigos e amigas, todos que vocês amam, quero simplesmente que 2009 seja um ano difícil, cheio de desafios gratificantes que vocês conquistem.

Quero que em 2009, todos tomemos um passo importante para um mundo melhor a sustentável.

Desejo que as revistas para as quais fotografo adotem metas não de neutralização de carbono, mas de deixar um ativo positivo de captura de carbono, para não apenas contermos o avanço das mudanças climáticas, mas revertamos seus efeitos. E não apenas nos escritórios das revistas, mas de todo processo produtivo de publicação, das idéias às páginas.

Desejo que resistamos todos ao instinto de virar as costas para quem precisa, e paremos de nos focar apenas em nossas vidas e nossos problemas. E que todos fazendo isso, consigamos resolver problemas muito maiores que os mundanos.

Desejo que o trem bala Rio-São Paulo saia do papel e se torne um modelo de gestão, eficiência e segurança para o mundo.

Desejo que os restos mortais de Dom Sebastião sejam encontrados, e definitivamente enterrados; e que o cortejo fúnebre seja ao som de Pixinguinha, e o funeral termine com fogos de artifício e desfile das escolas de Samba.

Desejo poder ir mais ao Rio, e receber mais amigos em casa.

Desejo fazer fotos que irão mudar o mundo.

Desejo poder fazer o curso de confecção de queijos artesanais, e descobrir um novo sabor de queijo de cabra, genuinamente brasileiro.

E desejo, acima de tudo, que no fim de 2009, que já está a caminho, possamos olhar para trás, e mal esperar que 2010 acabe logo também :)

Feliz Ano Novo!

Jessica

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Não Perca de Forma Alguma!


FABRICANDO TOM ZÉ
SESC TV
Terça, dia 30, 21h

Foto: Luana Botelho

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

E aí Noel?

As nuvens se abrem, o cheiro delicioso de comida escapa do forno, o porco, marinando desde ontem, começa a pururucar.

A casa arrumada, o bambú no meio da sala sendo decorado pelas mãos carinhosas da minha mulher, enchendo o verde de fitinhas e bolas amarelas. Uma árvore de Natal brasileira para um Natal brasileiro.

E olhamos pela janela da cozinha para o portão de madeira, esperando a campainha tocar.

Os gansos correm pelo jardim, e o sol do dia 25 se vai. E ficamos sozinhas como qualquer casal gay, sem família, todos os amigos tomados pelas suas.

E aí Noel?

Como é que é viver no Polo Norte? Os duendes são bons de biriba? A pelada é boa? Ou todos eles estão hoje no dia de folga com suas famílias, com suas celebrações próprias, e você e a patroa, depois das entregas do dia 24, são os únicos humanos no meio do gelo, sozinhos, pra curtir um ao outro, mas só.

Mas é melhor a sala vazia, e a vontade de cozinhar pra quem não vem, do que a falsidade e a hipocrisia de um jantar cheio de gente que não te suporta e desaprova as escolhas de vida que fez.

O tempo passa, a TV ligada na programação de Natal não ajuda o tempo a passar, e mostra o quanto a sala está vazia. Eu entro no MSN um pouco, e ninguém está online, saio de novo, vou cuidar dos gansos, pego alguns ovos que foram postos desde a manhã e sento no gramado, com os pés no lago.

E aí Noel? Fodido sem lago nem sol quente? Sem leitão a pururuca, sem biriba, sem amigos? Não tem dinheiro no mundo que pague amigos, nem compre os verdadeiros, aqueles que ficam pra sempre.

Mas cada vida segue um caminho, nem sempre as linhas cruzam.

Natal é foda.

E aí Noel?

O sol cai por terra, e o escuro toma o sítio. A bruma da serrinha cobre o gramado, com as luzes dos postes jogando um véu amarelado sobre a escuridão. E faróis surgem na estradinha, a campainha toca, e no fim do dia 25, começa nossa festa de Natal. Chegam os amigos, com seus filhos, pro banquete que deveria ser enterro dos ossos. Sem obrigações de família, sem ilusões. Apenas o leitão, os acompanhamentos, e a amizade.

Feliz Natal.

Pra todo mundo que não tá aqui.

Pra todo mundo que queria estar.

Pra todo mundo que tem coisa melhor o que fazer, mas ainda assim gosta da gente.

E aí Noel? Talvez pro ano que vem, seja melhor derrubar o cargo, e implementar a Democracia Corinthiana no Polo Norte. Seu fim de 25 ia ser bem melhor :)

FELIZ NATAL!!!!



De nós duas!!! :D

Ainda sobre jogos...

Um olhar sobre os desafios matemáticos da teoria de jogos. Se eu tivesse efetivamente me dedicado e me formado em engenharia, essa era uma área que eu amava. Ah, recomendo pessoalmente "The Video Game Theory", li a parte 1 ainda na biblioteca da PUC, é fantástico :)

sábado, 20 de dezembro de 2008

E agora Blizzard?

Se você tem mais de 25 anos, joga World of Warcraft como eu, e não gosta de simplesmente bater nos outros, mas jogar em grupo com amigos e se divertir, você deve estar tão desgostoso com o jogo como eu estou. Ultimamente, tenho olhado para trás, pros tempos de AD&D, onde as classes eram formadas para forçar o trabalho em grupo, onde nenhuma classe reinava suprema sobre as outras, porque todos os jogadores estavam igualmente sujeitos ao sadismo do Game Master.

Mas no WoW, desde que começamos a jogar, e cada vez mais, vemos que a Blizzard ignora as classes heróicas ( magos, guerreiros, ladrões, caçadores e sacerdotes, em todas as suas cores ), para investir no que eles acham ser as verdadeiras classes heróicas, mas na verdade, eu chamo de classes solo. Porque permitem a jogadores sem amigos, continuar sem formar laços, e permite a jogadores cujo único divertimento no jogo é se achar auto-suficiente, algo que não é na vida real, e melhor que os outros, algo que também não é, e permitir que ele infle seu ego as custas do divertimento de todos que jogam.

Estou sendo muito crítica? Eu acho que não. Na origem, o vídeo game sempre foi uma atividade solo. Mas acabou virando uma atividade coletiva, quando começamos a reunir amigos em torno de nossos Atari para jogar juntos. Depois, nossa geração, a geração PONG, sem a qual hoje não existiria o mercado que permite que WoW existe, foi para os RPGs de papel, que reforçava ainda mais o vínculo de grupos e amizade. E sempre desejamos isso nos video games. Agora que a tecnologia permite esse vínculo, a Blizzard se rende a jogadores mais novos, que voltam as origens solo dos video games, mas em um jogo criado para ser essencialmente grupal. As classes deveriam ser pensadas para serem interdependentes. Sempre.

E onde tudo deu errado? Bom, a Blizzard ignorou a regra de ouro de todo mundo de RPG, que quanto mais poder uma classe ganha em um lado, mais limitações são impostas no outro. Magos são extremamente poderosos, mas são lentos, criaturas que passaram a vida entre livros empoeirados e poções fumegantes, passam a maior parte do tempo apoiados em um cajado, tentando carregar um pesado livro nas costas, não vão conseguir usar mais que um robe e no máximo, um peitoral de couro. Nunca uma armadura completa. Sacerdotes idem, mas trocando poções por orações diárias e limitações no estilo de vida. Guerreiros por outro lado são o exemplo máximo de capacidade física e habilidade de combate, mas não possuem magia nenhuma. Paladinos, por essa regra, são sacerdotes, que abrem mão de parte de suas obrigações sacerdotais ( e por consequência, ligação com o sagrado ) e investem esse tempo nas artes da guerra. Ou seja, são quase tão bons quanto um guerreiro em combate corpo a corpo ( mas nunca tão bons ) e abrem mão de boa parte de suas atribuições sacerdotais, ou seja, poder. Para quem não quer abrir mão de nada, o AD&D sempre teve uma solução que ficou atravessada em muitos jogadores, os Dual Class. Você efetivamente tinha duas classes, e subia os níveis delas individualmente. Ou seja, pra subir de nível como um Mage-Warrior, você teria que conseguir os XP necessários para subir ambas somadas. Lembrando que cada classe tinha sua tabela de progressão. Os XPs pra um guerreiro subir do nível 1 para 2 era quase metade da pra um mago. Quanto mais poderosa a classe, mais difícil de subir. Existiam quests de passagem de nível, muitas em grupo, ou itens a serem obtidos ( alguém lembra das quests de montaria pra Warlocks? ).

Bom, no livro da Blizzard, as outras classes, as originais dos livros de Tolkien, são só comuns, e Paladinos e Death Knights são as verdadeiras Classes Heróicas. E tão fáceis de subir de nível como as outras, pra atender uma categoria de jogadores que se entedia facilmente com desafios, ou até mesmo, a leitura de objetivos de quests. Principalmente, paladinos, tão diferentes das classes convencionais, que tornaram as outras obsoletas, a ponto de ter jogadores pedindo a extinção delas. Afinal, você consegue fazer qualquer conteúdo do jogo com um grupo de 10 paladinos.

E eu concordo. A Blizzard deveria extinguir todas as outras classes, uma vez que paladinos podem usar as melhores armas e armaduras, sem limitações significativas no poder que a classe possui, e é uma classe para a nova geração video-game, fácil, simplificada, e que faz bem para o ego ( sério, fiz uma paladina, não tenho que pensar metade do que preciso como maga para jogar ).

Mas nesse caso, como nós ficamos? Qual alternativa nós temos ao WoW da Blizzard, quando esse se tornar finalmente insuportável? Quais propostas melhores de universos de RPG existem para jogadores mais tradicionais, que ainda acham que o jogo é para criar amigos e jogar em grupo?

Bom, recentemente eu descobri que a Electronic Arts continua com a série “Heroes of Might and Magic”, mas como jogos solo. Na última vez que vi, Might and Magic continuava a olhar para os universos clássicos como referência para as regras e distribuição de força entre classes. Será que alguém anda trabalhando num AD&D Online? Warhammer também conta com uma versão MMORPG. Ou será que é mais simples a Blizzard apenas redefinir o que quer? A última contagem mostrou que todo barulho por Paladinos mais poderoros parte de uma minoria de jogadores que ficam online a maior parte de suas vidas. Poucas contas, pouca gente, privilegiada porque faz muito barulho.

Então? Você que também tem mais de 25 anos de idade, trabalha e vive uma vida legal, e joga ocasionalmente pra se divertir, vamos fazer barulho?

Ou você também vai fazer um paladino?

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Falando em WoW...

Shoveltusk steak, alguém?

O único pobrema do cidadão vai ser reestilizar o restô toda vez que sair uma expansão... o que ele já deve estar fazendo, a porta do cara ainda é a do TBC :-P.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Pra galera do WoW



Second Skin Film

sábado, 13 de dezembro de 2008

Idéias pras próximas férias?


Hotel fazenda e curso na FRIALP?

E coisas que se come

Massa de Pizza
( inspirada na Massa da Bráz )

450g de farinha de trigo
200ml de água em temperatura ambiente
1 colher de sopa de fermento biológico
1 colher de sopa de sal
1 colher de sopa de açúcar
80ml de azeite de oliva extra virgem

Misture e deixe descansar por 3h.

Abra a massa sobre farinha, monte sua cobertura, e pra dentro do forno :)

Coisas que crescem no jardim

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Secrets From The Future

by MC Frontalot

Get your most closely kept personal thought:
put it in the Word .doc with a password lock.
Stock it deep in the .rar with extraction precluded
by the ludicrous length and the strength of a reputedly
dictionary-attack-proof string of characters
(this, imperative to thwart all the disparagers
of privacy: the NSA and Homeland S).
You better PGP the .rar because so far they ain’t impressed.
You better take the .pgp and print the hex of it out,
scan that into a TIFF. Then, if you seek redoubt
for your data, scramble up the order of the pixels
with a one-time pad that describes the fun time had by the thick-soled-
boot-wearing stomper who danced to produce random
claptrap, all the intervals in between which, set in tandem
with the stomps themselves, begat a seed of math unguessable.
Ain’t no complaint about this cipher that’s redressable!
Best of all, your secret: nothing extant could extract it.
By 2025 a children’s Speak & Spell could crack it.

You can’t hide secrets from the future with math.
You can try, but I bet that in the future they laugh
at the half-assed schemes and algorithms amassed
to enforce cryptographs in the past.

And future people do not give a damn about your shopping,
your Visa number SSL’d to Cherry-Popping
Hot Grampa Action websites that you visit,
nor password-protected partitions, no matter how illicit.
And this, it would seem, is your saving grace:
the amazing haste of people to forget your name, your face,
your litanous* list of indefensible indiscretions.
In fact, the only way that you could pray to make impression
on the era ahead is if, instead of being notable,
you make the data describing you undecodable
for script kiddies sifting in that relic called the internet
(seeking latches on treasure chests that they could wreck in seconds but didn’t yet
get a chance to cue up for disassembly)
to discover and crack the cover like a crème brûlée.
They’ll glance you over, I guess, and then for a bare moment
you’ll persist to exist; almost seems like you’re there, don’t it?
But you’re not. You’re here. Your name will fade as Front’s will,
‘less in the future they don’t know our cryptovariables still.

Now it’s an Enigma machine, a code yelled out at top volume
through a tin can with a thin string, and that ain’t all you
do to broadcast cleartext of your intentions.
Send an email to the government pledging your abstention
from vote fraud this time (next time: can’t promise).
See you don’t get a visit from the department of piranhas.
Be honest; you ain’t hacking those. It’d be too easy,
setting up the next president, pretending that you were through freezing
when you’re nothing but warming up: ‘to do’ list in your diary
(better keep for a long time — and the long time better be tiring
to the distribution of electrical brains
that are guessing every unsalted hash that ever came).
They got alien technology to make the rainbow tables with,
then in an afternoon of glancing at ‘em, secrets don’t resist
the loving coax of the mathematical calculation,
heart of your mystery sent free-fall into palpitations.
Computron will rise up in the dawn, a free agent.
Nobody knows the future now; gonna find out — be patient.

*litanous: adj., comprising a litany or litanies

Ignorem os comerciais e curtam :)