Sal da Terra

sábado, 31 de outubro de 2009

A nefasta mente brasileira: Covardia

Outra característica ímpar do brasileiro.

Todo brasileiro tem ódio mortal de todo mundo em volta dele. Especialmente se esse todo mundo em volta for brasileiro também. A única explicação pra não estarmos oficialmente em guerra civil é o fato notório de que o brasileiro é o povo mais covarde do planeta.

Exemplo prático, a gostosa da Uniban.

No dia em que saiu a primeira notícia, comentei com a Jessica que esse tipo de coisa só podia ser uma de duas coisas: obra de mulherada covarde, invejosa e mal-comida, ou de fanáticos evangélicos covardes, invejosos e provavelmente mal-comidos também.

Puisé, era isso mesmo. No que viram os moleques da faculdade travarem admirando o mulherão (ela SÓ chamou a atenção porque os machos acharam ela MAIS gostosa que as outras 2500 meninas de minissaia), as garotas mal-amadas da faculdade entraram em pânico, porque simplesmente não tinham absolutamente nada de especial, único, interessante, que fizesse frente a um par de pernas gostosas à mostra.

Aí lógico, elas atacaram a menina, ao invés de se olhar no espelho e perguntar honestamente "Pô, o que diacho ela tem que eu não tenho?" e "Ué, porque me incomoda tanto o cara olhar pra ela? Ele não tá comparando ela comigo!", afinal, como boas brasileiras, são covardes.

Tão covardes quanto ela foram os desesperados da facul, a gangue da mão peluda, que, ao ver que as mal-amadas atacaram primeiro, reforçaram a retaguarda, motivados pela raiva e ódio de todas as mulheres, que são todas umas malvadas que não querem se submeter sexualmente a eles e só vêem neles rapazes ensebados, que não lavam os dentes nem os cabelos. O que é verdade, mas eles acham que mulher tem mais é que aceitar isso e pronto, porque tomar banho e lavar dente é muito chato.

A partir daí a onda da covardia pegou todo mundo, e deu num baita escândalo.

Fôssemos um povo menos covarde, a garota não teria passado por aquilo nunca; as outras garotas da faculdade teriam coragem de entender como funciona cabeça de homem, de desenvolver a própria auto-estima, TODO MUNDO teria vergonha na cara, e o máximo que essa menina ia enfrentar era ser eleita algo como "Miss Uniban".

Ni qui somos brasileiros, ergo, covardes, botamos mais um mico no ar, pro resto do mundo rir.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A nefasta mente brasileira: Presunção

Um dos problemas que eu e a patroa temos, quando falamos com gente de outros lugares do mundo, é explicar como funciona cabeça de brasileiro. Isso porque nego, lá fora, não acredita nas coisas que a gente passa por aqui.

Não, no resto do mundo, traficante derrubar helicóptero da polícia não é comum.

E também não, não é comum a população de uma cidade querer comparar traficantes de casa, durante um enfrentamento comezinho, derrubar um helicóptero da polícia, com um ato isolado de terrorismo internacional.

Quando a gente comenta, por exemplo, que mulher no Brasil ganha menos SÓ porque é mulher, que mulher aqui trabalha mais horas e tem mais responsabilidades que os homens no mesmo cargo que elas, nossos amigos em países menos botocudos ficam de queixo caído. Sabe, lá na civilização mulher ganha menos no geral porque a maioria delas assume MENOS responsabilidades, e trabalha MENOS horas, pra poder cuidar da molecada em casa decentemente. Jornada de 80 horas semanais totais (60 no trabalho fora, 20 em casa, quando não mais) pra mulher, pra quem mora em lugar de gente, é ficção científica.

Pra facilitar a nossa própria memória, eu vou organizar aqui algumas particularidades da mente do brasileiro, que ajudam na hora de tentar explicar como nós, criaturas deste Brazil Varonyl, vivemos.

Primeiro lugar:

Brasileiro presume tudo. Não existe no planeta Terra povo mais metido a sabichão que este aqui. Logicamente, porque o brasileiro é metido a sabichão, não só ele se recusa a aprender qualquer coisa (porque já nasceu sabendo), como também jamais admite que tenha estado, esteja, ou possa um dia estar errado.

Exemplo prático:

Compramos um colchão novo. Tamanho padrão casal, 1.38m x 1.88m, que nossa cama (de madeira, daquelas que têm traseira e criados mudos juntos, e gavetões)é desse tamanho, é boa e não vamos trocar tão cedo.

Quando a gente comprou, fizemos questão de saber se tinha o colchão desse tamanho, porque a gente queria um colchão macio, bom, gostoso de deitar, e que me permitisse deitar de lado sem estourar meus ombros. O que, em colchonês, significa top de linha.

Achamos o danado do corchão, na medida certa, na maciez e conforto que queríamos. Saiu caro, mas como a gente troca de colchão mais ou menos de 8 em 8 anos, tá valendo.
Junto, compramos um conjuntinho box solteiro, baratinho, pra poder melhor acomodar visita aqui em casa. Na hora de fechar o negócio, assinamos um documento doando nosso colchão pra uma caridade que a loja ajuda, ficamos cientes que a entrega ia demorar 15 (sim, quinze) dias, fechamos, e pronto.

No dia da entrega, prestenção no ocorrido:

Chega o caminhão aqui na frente de casa, ainda estávamos arrumando a cama pra receber o colchão novo (Dona Jessica botou uma chapa de MDF em cima do estrado pra proteger os gavetões de poeira, e a gente estava furando a dita-cuja pra poder ventilar embaixo do colchão, pra não criar mofo). Os homi botaram a mercadoria na sala, levaram o colchão velho, eu conferi a nota, tava tudo aparentemente nos conformes, foram embora.

2 horas depois, quando terminamos (inclusive a faxina) e fomos inserir o colchão novo no estrado... era Queen.

Tem nada a ver com o Freddie Mercury não, Queen é o tamanho do colchão que desovaram aqui em casa. Só vimos nessa hora, porque, eu como criatura IMBECIL que sou, esqueci que tava morando em país de população com QI limítrofe, e achei que, se tava na PORCARIA da NOTA FISCAL, o desgraçado que tinha separado o produto pra meter no caminhão tinha colocado o bicho do tamanho certo.

Jo soy una bêstia.

Liguei lá no SAC da empresa que me vendeu o corchão. Me atende uma moça, que, ao ouvir minha historinha, pede pra consultar o sistema lá deles. 15 minutos depois, a mulé fala que lá no estoque deles não tem corchão tamanho casal, nem pra empréstimo, que vai ter que encomendar o bicho de novo, porque a loja não deve ter encomendado, e que é pra eu ficar com o que entregaram aqui.

E a mulher não entendia, coitada, COMO eu não queria um colchão Queen Size. Afinal de contas, o colchão que eu comprei é Top de linha, e só compra colchão Top de linha quem tem no mínimo uma cama Queen Size, porque a cama tem que ser tão chique quanto o colchão, fora ser box, que é assim obrigatório.

JURO que eu tive que explicar 4 vezes que minha cama NÃO é box, que o bicho sobrava 20cm na largura e 10 no comprimento, que eu não tenho área útil no chão pra um colchão daquele tamanho, e olha que nem mencionei minha cachorra doente, que tá dormindo dentro de casa, e, óbvio, faz xixi no chão.

A mulé não conseguia enfiar na cachola dela que EXISTE gente que AINDA dorme em colchão de casal. Eu fico aqui matutando: a gente que dorme num quarto de 15 metros quadrados não tem espaço pra enfiar uma cama Queen, de onde diabos vem essa demanda toda por colchões imensos, já que 99% dos apês vendidos aqui em SP têm o quarto principal MUITO menor que o nosso? O que diacho o povo faz, usa o colchão de dublê de carpete, também?

Puisé. Na SEGUNDA ligação, depois da mulher falar com o motorista do caminhão, e ele falar pra ela que não tinha entregado outro colchão do meu modelo, e a mulé lá DE NOVO querer que a gente ficasse com o trambolho, a Jessica interferiu, porque eu não aguentava mais.
Fala sério, cachorro doente, obra, faxina, revisão de carro, suspeita de retorno da maldita herpes zoster (coitado do meu PV, daqui a pouco ele pede as contas, de tanto fazer hora-extra), MAIS a perspectiva de ficar sei lá quanto tempo dormindo direto no estrado, dá não.

Jessica Luchesi, na sua santa paciência, explica a situação DE NOVO pra mulé do SAC, explica que o colchão da gente TEM que estar lá, porque a gente VIU o vendedor fazendo a encomenda (outra coisa que a mulé não queria aceitar), que a gente estava esperando há 15 dias, e que eu não tenho como dormir sem colchão.

É, porque, sabe, LEVARAM O NOSSO COLCHÃO VELHO.

A mulé fala que vai ver o que dá pra fazer, com voz de corpo-mole, e desliga. Patroa olha o telefone, vai atrás do cartão do vendedor pra ligar na loja mesmo. Eu amo a minha muié.

Na loja, ela explica a situação pra quem atendeu (o vendedor já tinha ido embora, não demitido, pra casa dele mesmo), a pessoa passa pra gerente; a gerente consulta o sistema, acha a encomenda do colchão, e concorda que o bicho tem que estar lá no depósito deles mesmo.
Depois de ligar no depósito e pedir pro supervisor lá IR OLHAR cos óio mesmo se o colchão tava lá, a gerente liga pra gente pra dizer que OOOOOHHHHH, o colchão tava lá sim. O conferente, na hora de mandar carregar o caminhão, mandou subir o tamanho errado.

Lógico que a mulher do SAC não fez isso, até porque ela presumiu que, se não tava no sistema dela, não existia. Imaginar que um produto que teoricamente foi colocado no caminhão pra entrega ia ser retirado do sistema é física quântica demais, também.

Por conta dessa presepada toda, quando acharam o colchão, não tinha caminhão pra entregar. Por quê? Porque a empresa terceiriza a entrega pra outra empresa, que por sua vez contrata caminhoneiro free-lancer. Tradução: quando os mano termina de entregar os lances, eles desligam o nextel e vão pra casa com o caminhão, e aí, mano, babau.

A essa altura do campeonato eu já tava sentada no estrado fazendo tricô, porque ou eu fazia tricô, or else.

Na segunda vez que a gerente da loja ligou pra falar que não conseguia achar caminhão, eu que falei com ela. Ela perguntou também por quê a gente simplesmente não usava o colchão grande, e lá vai a ladainha explicativa toda de novo. Mais explicar, também, que aqui não é apartamento (provavelmente porque imagina-se que ninguém que mora em casa compre colchão), e que, por isso, ela podia sim mandar entregar o bicho de noite, que não ia ter problema.

Na terceira ligação (mais ou menos 7 da noite), a gerente finalmente avisa que arrumou um caminhão pra entregar, e que o bicho vai sair do depósito, do outro lado da cidade, depois das 8 da noite, por causa do rodízio. Ficamos muito felizes.

Até as 8 e meia da noite, quando a mulé do SAC liga aqui em casa, com uma voz muito brava, que acharam nosso colchão e que só iam entregar no dia seguinte.
Como ela INSISTIU que não iam entregar naquela noite mesmo, mesmo com a Jessica explicando que tinha falado com a gerente da loja e a gerente da loja tinha confirmado que achou um caminhão, resolvemos ligar lá na loja, porque a idéia do cara do caminhão chegar no depósito pra resolver nosso problema e levar um "Ah, é só amanhã, pode ir embora" me fez entrar em pânico.

Na loja, a gerente tinha ido embora, e deixado um funcionário ciente do nosso caso. Este ficou espantado da mulé do SAC ligar aqui e falar aquilo, afinal de contas ele tinha ligado no SAC e avisado o chefe dela que o colchão ia chegar aqui na nossa casa naquela noite. O rapaz ligou no motorista do caminhão, e confirmou que nosso colchão já estava a caminho da nossa casa. Agradecemos muito, e desligamos com o rapaz indo ligar no SAC, de novo.

E assim, 9 e meia da noite, chega o bicho, e pudemos descansar nossas pobres carcaças.

Tudo, tudinho, tudíssimo, culpa da mania de brasileiro presumir tudo.

Ah, e, por quê diacho o conferente não conferiu o tamanho do corchão antes de mandar carregar? Eu que sei? De repente o cara achou que é impoƒíveu alguém querer um colchão bom de tamanho comum, resolveu que a nota tava errada, não olhou, tava falando com alguém no celular, ou com vontade de fazer pipi. Nessa hora, só dá pra presumir mesmo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Liberou geral!!!

O deputado federal do Partido dos Trabalhadores - PT Paulo Teixeira, de São Paulo, apresentou projeto de Lei para descaracterizar como crime o tráfico de drogas e entorpecentes praticados por "pequeno traficantes".

Na prática, segundo o nobre deputado, o juiz ficaria livre para condenar o "pequeno traficante" a prestação de serviços comunitários, ao invés de reclusão.

4 pontos sobre a aprovação desse projeto (que vai sair, porque é do PT. O Planalto já manifestou seu apoio):

1: NUNCA MAIS TRAFICANTE NENHUM VAI PRA CADEIA NESSE PAÍS. Por quê? Porque juiz nenhum que tenha o mínimo afeto pela própria pele vai reconhecer um Fernandinho Beira-Mar como grande traficante, ué. Quando a lei impedindo outra pena que não a reclusão para traficantes foi feita, foi feita JUSTAMENTE pra evitar que juízes passassem a mão na cabeça de traficante por medo de morrer. Agora, o cara pode ser preso com 2 toneladas de crack que vai ser "pequeno traficante".

2: Por causa do ponto 1, a polícia não vai mais subir em morro nem entrar em favela. Ponto. Pra que diabo entrar se o vagabundo que for preso vai ser liberado em troca de cesta básica? Lógico que a polícia não vai se arriscar tomando tiro de "pequenos traficantes".
Só quem vai querer entrar vai ser polícia corrupta, ou seja, milícia. Como todo mundo sabe, milícia entra oferecendo flores, brinquedos e chocolates pra favelada, né? Pois é.

3: Você, pai de família, que acha bonito liberarem as drogas, porque quando fala isso pensa em maconha, vai ver seu filho chegar em casa, puxar o cachimbão de crack e soltar a fumaça na sua cara.
Isso porque o que tá sendo liberado é O TRÁFICO DE QUALQUER DROGA, e não uma ou outra droga específica. E não se iluda, o dinheiro que você dá, achando que seu bebê vai usar pra comprar maconha, vai acabar nas pedrinhas. Ué, teu filhinho não começou na maconha porque todo mundo usa? Vai usar crack porque todo mundo usa também, oras. Vai dizer que você, papai Papudo, só bebe cerveja e NUNCA quis experimentar uma caipirinha?

4: A violência entre grupos de traficantes NÃO vai acabar. E daí que ninguém mais vai preso? Traficante não quebra o pau só com a polícia, quebra o pau MESMO é com os outros traficantes, pra ver quem manda na boca, porque quem tem mais boca tem mais dinheiro.
Agora que vai ter boca de fumo até dentro do Fran's Café da Oscar Freire e do McDonald's do Botafogo Praia Shopping, porque fazer entrega a domicílio custa dinheiro, e com a lei nova ninguém mais vai ter que se esconder, os abastados do Brasil vão ter que se acostumar a passear no meio do tiroteio. E não adianta dizer "Ah porque meu filho é bem-nascido, ele não vai brigar por ponto de droga". Classe-média alta também troca tiro, até porque essa liberação meia-boca não se enquadra na lei antitruste, não vai dar pro traficante "dono" da boca entrar na justiça reclamando que o outro quis tirar o ponto dele.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Anorexia safada em cães tem jeito?

Faltam 2 semanas, teoricamente, pra acabar o tratamento de erlichia da Fofa, nossa cachorra. Será que eu sobrevivo até lá?

Sério, eu não sei mais o que fazer, a bicha não come ração nem a paulada. Nem da seca, nem da em lata, nem da gourmet. Nem comida feita pela gente ela come, se render mais que duas refeições, ou se não agradar ao paladar chiquérrimo.

*^%^$^^$#@@@!!!!!

Eu sabia que ração seca a demonha não ia aceitar mesmo, afinal, anemia é desculpa pra deitar e rolar, mas agora tá demais. A bicha fica à beira do desmaio pra não comer, esperando a hora DA GENTE almoçar e jantar. Sim, porque, aí, ela fica espertinha, especialmente se o grude for apetitoso tipo feijoada, bife, linguiça... aí ela só falta pular no prato pra pegar. Tá igual 2004, quando resgatamos, passou UMA SEMANA sem comer porcaria nenhuma, até recorrer à ração... só que agora, ela com anemia, tomando antibiótico até sair pelas orelhas, não dá pra deixar passando fome direto.

Juro, é o cúmulo da safadeza alimentar.

sábado, 10 de outubro de 2009

11 anos

E hoje eu e minha patroa, dona e mestra completamos 11 anos juntinhas e nos amando :) Reformando o quarto, hoje é bodas de pó de cal no cabelo :)

De noite, vamos sair, provavelmente, Castelões :)

EU AMO MINHA MULHER!!!!!!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ao vencedor, as batatas

Bom, esse deve ser o título de post mais batido dos últimos dias... mas o espírito da coisa é bem por aí.

Amanhã se decide qual a cidade que vai ser a sede das Olimpíadas de 2016. Eu pessoalmente, torço por Madri. O motivo é bem simples, estão fazendo o Rio de refém.

Vamos investir em segurança, saúde, educação e transportes públicos SE E SOMENTE SE ganharmos a votação.

Sabe, investir em estádios, ok. Investir em alguma obra necessária, ok. Agora, o Rio tem problemas sérios em todas as áreas, foi a mesma conversa do Pan, e o Pan já foi, e tudo como era antes. A única herança útil do Pan para o povo carioca foi o Engenhão.

Se é pra ser assim, e a única lembrança das olimpíadas, depois do fim, for uma camiseta na gaveta e um boneco na baia de trabalho sobre o micro, então não, que ganhe Madri.