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<tagline mode="escaped" type="text/html">Here there be monsters</tagline>
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<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">E hoje mesmo eu estou me sentindo o próprio Mum-Ra. Alguém se lembra dele? Pois é. Nem do Bozo... acho que eu sou a última criatura das profundezas que lembra daquilo. O penúltimo é o Márcio, que fez um post interessante sobre a tese do homicídio do Salsi Fufu. Meu suspeito é o Garoto Juca - nunca confiei naquele pega-rapaz dele, e, além disso, acredito piamente que ele vendeu os direitos autorais</div>
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<title mode="escaped" type="text/html">Presentes de Natal que eu realmente quero</title>
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<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">
<strong>-</strong> Dinheiro. Não precisa ser muito, só o suficiente pra tirar a gente do sufoco, pagar umas dívidas, deixar a Jessica voltar pra terapia (não só quitando a dívida com a psicóloga, mas sobrando uma graninha pra pagar as 2 sessões mensais), e quem sabe começar a fazer uma poupancinha;<br/>
<br/>
<strong>-</strong> Minha família finalmente fazendo a porcaria da terapia. Os três, e com psicólogos decentes, resultando em:<br/>
<br/>
<em>a)</em> Meu irmão tomando vergonha nas fuças e arrumando um emprego, nem que seja carregando sacola na feira;<br/>
<br/>
<em>b)</em> Minha mãe indo aos médicos que ela precisa consultar e, mais importante, OBEDECENDO às recomendações deles, consequentemente tendo uma qualidade de vida melhor, e, mais importante, dando importância a isso, e à necessidade de viver em meio à civilização, perto de médicos, dentistas, fisioterapeutas, e longe de carrapatos, pulgas, piolhos, sujeira e mato;<br/>
<br/>
<em>c)</em> Minha irmã caindo em si que ela TEM SIM capacidade de ter uma carreira decente e, por consequência, equilibrando escolas, estágios, estudo em casa, e passando no vestibular no ano que vem;<br/>
<br/>
<br/>
<strong>-</strong> Um relâmpago que caia na cabeça do meu sogro e faça ele perceber que não adianta ligar aqui pra fazer o social com a Jessica; que ele precisa, se realmente ele quer ter contato com ela, é <strong>fazer uma terapia braba pra tirar os olhos do próprio umbigo e realmente se interessar por ela</strong>: ligar não porque é Natal, ou porque o cachorro morreu, mas porque ele quer saber como anda a transição dela, pedir umas fotos dela pra colocar na parede, perguntar como anda o curso de fotografia, se ele pode fazer algo para ajudá-la nessa transição (inclusive entre profissões), dizer que ele tem orgulho dela por quem ela é, que ele, pessoalmente, sofreu muito para entender, mas que hoje tem consciência de que tem uma filha mulher, lésbica, brilhante, talentosa, honesta, trabalhadora e admirável, e que isso faz com que ele se orgulhe imensamente dela; e, last but not least, <strong>pedir desculpas, sinceramente</strong>, pelo sofrimento que a intolerância e soberba dele causou a ela esses anos todos, e dizer que ele não só está resolvendo os problemas dele, mas também tomando consciência dos problemas que ele causou a ela, e que, por isso, está disposto a esperar o dia em que ela quiser vê-lo, ou falar com ele, nos termos DELA, e a ajudá-la no que for, independente de retorno; <br/>
<br/>
<em>(Tô pedindo demais, eu sei.)</em>
<br/>
<br/>
<strong>-</strong> Minha mãe e a Jessica se entendendo e passando alguns dias juntas sem brigar. <em>Tanto</em> porque minha mãe se tocou que chegar aqui pra reclamar da vida dela não adianta e só faz a gente sofrer, quando a gente quer mesmo é que ela justamente se distraia dos problemas e faça de conta que aqui é um universo alternativo onde ela vem para se dar um tempo, e que a Jessica e eu não somos muro de lamentações, e que É legal bater papo com a gente e assistir alguma coisa interessante na TV, ou fazer outra coisa qualquer que não tenha nada a ver com os meus irmãos ou dívidas, <em>como</em> porque a Jessica se tocou que a véinha é que nem criança, e precisa ser tratada como tal, e ao invés de ter conversas inteligentes com ela, pede que ela ajude a fazer enfeites de Natal, ou a ir ao Tatuapé Garden escolher um bom pé de citronela para pôr no jardim, ou a ir na 25 de Março comprar um tecido baratinho e ajudar a gente a fazer as almofadas que nós estamos há anos pra fazer, ou a fazer alguns blocos iguais ao que a gente fez este fim de semana para dar de presente à Shirley, ou pedir a ela que a ajude a montar as sementeiras para que nós possamos plantar temperos, ou levar ela com a gente no Mercado Municipal e ouvir as histórias dela sobre comida enquanto ela come um sanduíche de mortadela, numa boa, ou simplesmente pedir para ela contar histórias de quando eu era criança, como era naquela época em São Paulo, se tinha quebra-pau na frente do Mackenzie ou perto de casa no fim da ditadura, se ela realmente tomava batida de abacaxi com vinho depois das provas. Deixar a véinha arrumar (ou desarrumar) a casa, pq ela vem aqui pouquíssimas vezes, e afinal de contas, isso todo mundo que vem aqui faz, não é um cavalo de batalha;<br/>
<br/>
<em>(Eu prometo que vou fazer o mesmo, e que quando sair com ela pra médico, ou pra tentar vender o apartamento, vou evitar ao máximo me estressar.)</em>
<br/>
<br/>
<strong>-</strong> Achar um médico endocrinologista, ou um clínico geral decente, que seja humano e aceite ajudar a Jessica na transição, monitorando a saúde geral dela, e ajudando-a a manter essa saúde e melhorá-la, levando em conta a reposição de hormônios e a(s) futura(s) cirurgias que ela vai fazer;<br/>
<br/>
<strong>-</strong> Que a minha mulher consiga fazer o segundo ano do curso tranquila, sem ter que se matar de trabalhar em outra área que não a fotografia para fazer dinheiro e ajudar nas contas;<br/>
<br/>É isso aí... tem outras coisas que eu quero, mas essas são as que eu MAIS quero.</div>
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<issued>2005-10-22T12:18:00-02:00</issued>
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<title mode="escaped" type="text/html">Diário da obra</title>
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<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">Quebraram a calha da casa. Ótimo, pq eles vão impermeabilizar a coisa toda. Ruim, pq continua infiltrando as paredes do banheiro (que estão um horror). Ótimo também que o pedreiro aparentemente é legal e sabe o que está fazendo. E AVISOU que não vinha hoje, e o ajudante veio arrumar a areia para a chuva não levar, olha que chique. Vou aproveitar esse povo no fim do ano pra arrumar a casa por dentro :)<br/>-------------------------------------------------------------------------------------<br/>
<br/>Meu salário chegou, aleluia, aleluia. Nos 45' do segundo tempo, quase não deu para eu ir no médico. Descobri que estou com 2 esporões no tornozelo, um em cima, outro embaixo, olha que chique. Moral da história, vou ter que tomar Cloreto de Magnésio pra ver se derretem. Bleargh. E os ombros continuam fudidos, portanto, vou fazer aniversário de afastamento mesmo. De presente, eles podiam parar de doer, pelo menos.<br/>-------------------------------------------------------------------------------------<br/>
<br/>Ah, e paguei o maior King Kong no médico. Ele fez o exame clínico (caratê, <em>sp</em>); obviamente, doeu. Aí ele pergunta se eu quero uma injeção para a dor... e eu, achando que dá pra aguentar até chegar em casa (tolinha) recusei. Resultado? Enquanto esperava o retorno depois do Raio X, tive que ir pedir a porcaria da injeção, porque, obviamente, a dor foi piorando até ficar insuportável. E CLARO que quando eu entrei no consultório pra terminar a consulta e ver qual era a do meu tornozelo o médico estava rindo da minha cara vermelha. Urgh.<br/>-------------------------------------------------------------------------------------</div>
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<issued>2005-10-17T19:39:00-02:00</issued>
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<title mode="escaped" type="text/html">Pra não dizer que não falei das flores</title>
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<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">Preciso arrumar um pote de plantas cheirosas. O Tietê tá fedido demais. De preferência citronelas; aí quem sabe os mosquitos mudam de ponto.<br/>
<br/>-----------------------------------------------------------------------<br/>
<br/>Meu tornozelo esquerdo tá enchendo meu saco. Se ficar assim até amanhã, vou ter que dar OUTRA má notícia pro meu ortopedista.<br/>
<br/>-----------------------------------------------------------------------<br/>
<br/>Tô doida pra meter a mão na Revista de Higienópolis de outubro/2005. Será que saiu? Será que não? Ó vida. Quem souber, favor avisar.<br/>
<br/>-----------------------------------------------------------------------<br/>
<br/>E não, eu não moro em Higienópolis.<br/>
<br/>-----------------------------------------------------------------------<br/>
<br/>Mas morro de inveja da Praça Buenos Aires. :)<br/>
<br/>-----------------------------------------------------------------------<br/>
<br/>Minha cachorra, então, mais ainda. :P<br/>
<br/>-----------------------------------------------------------------------<br/>
<br/>Tô com indigestão de gente, de novo.<br/>
<br/>-----------------------------------------------------------------------<br/>
<br/>Ainda bem que tem o <strong>NÃO PERTURBE!</strong> na Fox, segunda e terça, e o <strong>[adult swim]</strong> na Cartoon, de sexta a domingo. Ultimamente são as únicas coisas decentes a se ver na TV.<br/>
<br/>-----------------------------------------------------------------------<br/>
<br/>Ah, <a href="http://www.vida.globolog.com.br/" target="_blank">Ale</a>, estamos com obra em casa também. Nossa senhoria resolveu arrumar a infiltração horrorosa do nosso telhado, e pintar a casa por fora. Bem legal, e a casa vai mudar de cor (acho que vai ser pêssego). Os gatinhos estão tranquilões na oficina, e a Fofa está feliz da vida (ela ADORA quando tem obra em casa, que aí ela fica dentro de casa à vontade).<br/>
<br/>-----------------------------------------------------------------------<br/>
<br/>Coisa boa de ter obra em casa: finalmente vai parar de chover dentro do banheiro.<br/>Coisa ruim de ter obra em casa: limpeza pela metade, e o aumento da sensação de que não tem porra nenhuma pra fazer. Totally boring.<br/>
<br/>-----------------------------------------------------------------------<br/>
<br/>Ah, e a sensação de inadequação total quanto a que horas devo/posso fazer o almoço, já que eu (a) não sei se os pedreiros almoçaram antes de vir pra cá (chegaram à uma da tarde, mais ou menos) e (b) não tenho ingredientes para fazer almoço para 4 pessoas.<br/>
<br/>-----------------------------------------------------------------------<br/>
<br/>Estar na pindaíba é foda.</div>
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<title mode="escaped" type="text/html">7 anos e sem crise :)</title>
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<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">Há um tempão atrás, comentando com a minha chefe o monte de separações, rolos, choro e ranger de dentes que acontecia no meu trabalho, e como os problemas que eu e <a href="http://www.apaixonadas.net/weblogs/vidanova/">a minha mulher</a> temos são todos externos (família, dinheiro, família por causa de dinheiro, dinheiro por causa de família...), perguntei se é tão difícil e raro assim ter um relacionamento - no caso, um casamento, viver junto - feliz.<br/>
<br/>Ela me disse que é sim. E que ser feliz no casamento é mais difícil que ganhar na loteria. <br/>
<br/>Na época eu não acreditei muito. É difícil acreditar nesse tipo de coisa quando vc é casada e felicíssima. Bom, hoje eu continuo casada e felicíssima, mas acredito. De todos os amigos que nós temos, só um casal continua junto <strong>e</strong> casado, com uma convivência feliz. Os outros (não entre si, com outras pessoas) casaram, juntaram, arrumaram namorado(a) nesses 7 anos em que eu e a jessica estamos juntas, mas acabaram ou separando e voltando a ficar sós, ou se acomodaram em namoros sem amor, por comodismo, pena, ou medo de ficar só.<br/>
<br/>Dessa viagem com a minha mulher, que hoje faz 7 anos, sendo 4 e meio de morar junto, e 3 de casada mesmo, eu acho que posso fazer uma reflexão. <br/>Nós estamos juntas até hoje porque nós convivemos bem, porque nossos defeitos individuais não pesam nas costas uma da outra, mas, acima de tudo, porque tanto eu, como ela, até hoje, nos amamos tanto que não conseguimos nos imaginar sem a outra. Estar junto, conversar, fazer coisas, passear, assistir TV, discutir política, etc, são coisas que a gente adora fazer junto. A gente não cansa da opinião uma da outra, por mais que a gente se conheça. A gente não deixa de querer se grudar na cama assistindo TV (ai, como é bom), se beijar, se amar, por mais que a gente conheça o corpo uma da outra nos menores detalhes.<br/>
<br/>Eu sei que sou feliz com a Jessica porque ela É realmente a mulher que eu quero, e eu me apaixono por ela todos os dias. Porque ela é a minha casa, meu lar, minha metade mais bonita. Ela se sente assim também. <br/>
<br/>Como eu sei? Bom... eu sei porque, desde que nós resolvemos ficar juntas, e mais ainda desde que nós resolvemos viver juntas, nós nos perguntamos, não só uma para a outra, mas a nós mesmas, se é isso mesmo que a gente quer: se o amor continua, se continua a vontade de estar junto, se continua valendo a pena, se é isso mesmo que eu (ou ela) queremos. Porque uma andorinha só não faz verão, e, se o amor acaba para uma das partes, não é justo ficar junto por qualquer outro motivo. Nem justo com quem ainda ama, nem com quem não ama mais. Até agora (bom, por mim, até o fim da minha vida, porque eu sou dessas pessoas que SABE que encontrou o pedaço que lhe faltava. Segundo a Jessica, ela também sabe, mas vamos fazer de conta que é só até agora) a gente continua querendo, ativamente, continuar. Ela me diz isso, e eu digo a ela, todos os dias. <br/>
<br/>Nunca tivemos uma crise tão grande que não fosse superada pela simples certeza de que nós fomos feitas uma pra outra mesmo, e de que vale a pena superar qualquer coisa juntas, porque juntas nós somos mais fortes que tudo. E olhe que a gente passou por várias... todas por motivos externos, aqueles que eu comentei.<br/>
<br/>Feliz Aniversário, minha vida :) Eu te amo. E quero mais uns 70 anos com você :)</div>
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<title mode="escaped" type="text/html">Mais um motivo para votar SIM no referendo (número 2 na maquininha)</title>
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<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">"<em>Ah, mas eu tenho o direeeeeeeeeeito de me defendeeeeeeeeeeerrrrrrrrrr...</em>", "<em>Ah, mas ladrão tem que morrer mesmo, eu tenho o direeeeeeeeeeeeeeeeeito de matarrrrrrrrr o ladrãaaaaaaaaoooooooo pq eu trabalhei muito para comprar o que é MEUUUUUUU...</em>" é o que você reclama contra o referendo.<br/>
<br/>Veja bem: a Lei (quem quiser conferir o texto original clique <a href="http://www.mj.gov.br/seguranca/desarmamento.pdf">AQUI</a>) diz que quem EFETIVAMENTE está sob risco de vida PODE comprar uma arma e carregá-la com ela, onde for, ENQUANTO durar o risco.<br/>
<br/>O que a lei proíbe é que as pessoas comprem armas de fogo só porque <strong>supõem</strong> que alguém vá lhes fazer mal. E isso está certíssimo!<br/>
<br/>Em primeiríssimo lugar, porque o cidadão comum <strong>não tem o treino nem o preparo psicológico continuados que um policial, por exemplo, tem</strong>. Não adianta nada dizer "<em>Ah, mas eu fiz o curso e sei atirar</em>", se vc fez o curso há 10 anos atrás e nunca mais encostou na arma a não ser para atirar para o alto no Natal e Ano-Novo.<br/>
<br/>Em segundo lugar, por causa exatamente do que você está defendendo: que você não tem o direito de matar só quem queira te matar também; <em>você se dá o direito de matar qualquer um que queira levar a sua bolsa, ou a sua TV</em>, mesmo que esteja armado com, por exemplo, uma faca. <strong>É esse tipo de atitude de "<em>ladrão bom é ladrão morto</em>" que faz o cara resolver matar a vítima durante o roubo</strong>. E isso porque ele sabe que você pensa assim. Então, já que você quer ver ele morto mesmo e pode tentar matá-lo, ele te mata primeiro e se livra da chateação.<br/>
<br/>Terceiro lugar é o óbvio. <strong>Se você puder comprar uma arma pensando em matar qualquer alguém porque supõe que esse alguém pode lhe fazer mal, o que vai te impedir de matar outro alguém por engano?</strong> Quem garante que você não vai atirar primeiro e perguntar depois? Se o seu filho adolescente entrar na sua casa depois da balada sem fazer barulho e sem acender a luz para não acordar ninguém, quem garante que você não vai se apavorar e atirar nele? Você? <em>COMO</em>?????<br/>
<br/>Quarto lugar é <strong>o problema que ninguém quer admitir</strong>: Quem te garante que um cidadão de bem <strong>continue</strong> cidadão de bem depois de beber umas e outras? <strong>O álcool transtorna a personalidade da pessoa, e é por isso que a maioria dos crimes fúteis acontece em bares e botecos</strong>. A pessoa leva a arma pra se proteger. Aí bebe, e qualquer coisinha é motivo pra se "sentir ameaçado", seja fisicamente, seja nos brios. Aí se dá a tragédia.<br/>
<br/>É isso. <strong>Essa</strong> é a verdade por trás do referendo, e o que realmente vai valer: se a sua vida <strong>realmente</strong> estiver em risco, você <strong>pode sim</strong> ter a sua arma, enquanto o risco existir. <em>Mas tem que provar</em>, porque o custo social de entregar armas de fogo na mão de quem só desconfia que pode um dia, talvez, ser vítima de algum tipo de violência, é simplesmente grande demais, porque o cidadão comum <em>não tem a menor condição </em>de utilizar corretamente um artefato desses, muito menos julgar qual o momento certo para fazê-lo. <strong>É a mesma coisa que entregar um estilingue na mão de uma criança para que ela se defenda de eventuais cães que queiram mordê-la no caminho da escola</strong>.<br/>
<br/>No final das contas, o negócio é o seguinte: <br/>Se o SIM ganhar, o <strong>pior</strong> que pode acontecer é continuar tudo do jeito que está hoje. <br/>Se o NÃO ganhar, o <strong>melhor</strong> que pode acontecer é continuar tudo do jeito que está hoje.</div>
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<link href="https://www.blogger.com/atom/6256277/112851764080680455" rel="service.edit" title="E enquanto isso, na Flórida..." type="application/atom+xml"/>
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<issued>2005-10-05T09:55:00-03:00</issued>
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<title mode="escaped" type="text/html">E enquanto isso, na Flórida...</title>
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<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">De hoje no Bom Dia Brasil: "Nova lei permite a cidadãos atirarem por se sentirem ameaçados".<br/>
<br/>O negócio é mais ou menos assim: Caso a pessoa se sinta ameaçada por alguém, está livre para atirar. Antes, ela só podia atirar caso não fosse possível se defender de outro modo. Agora, deu meda, tá liberado.<br/>
<br/>Já deu pra imaginar o tipo de situação que vai rolar (e até por isso os turistas que chegam no aeroporto de Miami estão recebendo um aviso por escrito da nova lei):<br/>
<br/>"Me senti ameaçado de morrer asfixiado porque o rapaz da mesa ao lado no restaurante tinha nariz grande"<br/>
<br/>"Me senti ameaçado pois, ao andar na rua, um homem negro andava em minha direção"<br/>
<br/>"Achei que minha mulher se sentiu ameaçada pelo homem ao nosso lado no bar/ônibus/teatro/cinema/etc porque ela olhava para ele"<br/>
<br/>"Me senti ameaçada pela criança, pois ela olhava fixamente para mim enquanto eu tomava meu sorvete"<br/>
<br/>"Me senti ameaçado, pois a pessoa parecia um mendigo"<br/>
<br/>"Me senti ameaçado(a), pois o outro motorista fechou meu carro/reclamou que eu o fechei"<br/>
<br/>"Me senti ameaçado(a), pois meus vizinhos são gays"<br/>
<br/>"Me senti ameaçado de perder o emprego, por isso matei meu chefe"<br/>
<br/>E a melhor de todas (porque sabe, a lei não faz distinção se a vítima tem que ser civil):<br/>
<br/>"Eu estava tranquilamente roubando uma televisão/um carro/uma bolsa e me senti ameaçado pelo policial que veio em minha direção"<br/>
<br/>É flórida.</div>
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